+2
É, meus amigos, estou internado novamente. Para entender o que aconteceu, vamos voltar no tempo até dia 24 de julho, dia em que recebi minha alta da Internação cujos detalhes expliquei no artigo Internação 2025.
É relevante dizer que trouxe comigo uma cópia do raríssimo livro (versão antiga) do ABC ao Infinito, volume dois, que explica todos os fenômenos espirituais sondando a literatura espírita e para-psicológica.
Ao pisar os pés em casa, desencadeou-se uma depressão em mim. Não sentia prazer em nada. Perdi a irreverência, a espontaneidade para gravar meus vídeos. Todos saiam comigo gaguejando, travando, etc.
E o pior: não conseguia meditar. Perdi o acesso à todos os Jhannas (transes) do budismo.
Fiquei mais ou menos um mês nesse estado, até que pedi para meu pai me internar e ele, muito relutante e claramente a contragosto, me levou até o Hospital Espírita de Marília. Isso foi bem no final de agosto de 2025. Era só para ser uma consulta, na verdade; mas quando a Dra Ira, médica do hospital, me viu, disse em sua voz empática: “vamos ficar uns dias no hospital?”
Eu e meu pai ficamos surpresos, mas aceitamos. Fomos buscar roupas e eu fui internado. O protocolo era bem simples: o clínico geral me fez algumas perguntas e eu reportei que estava com depressão, mas não falei nada de místico.
- Mas lá as coisas não melhoraram, a princípio. Passei dias horrendos lá, sobrevivendo ao ócio. Eu fazia uns 4 sudokus por dia e fumava. Eu tinha 2 maços por semana, que meu pai me entregava nas visitas; três cigarros por dia.
Caso você não saiba, agora eu sou fumante. Comecei em 2025 no Hospital.
Quando eu fumava, nessa época, sentia o meu chakra da testa, por algum motivo que desconheço.
Fiquei nesse estado até o meio de setembro.
Um belo dia, peguei um livro emprestado da biblioteca do hospital, verdadeiro acervo espírita. Era um livro excelente sobre Projeção Astral, onde o autor explicava todos os pormenores de seus experimentos.
Pensei em como era útil que todos ali no hospital pudessem ter esses volumes, e então me dei conta: não devia ter levado o livro para minha casa, ele é raríssimo e estou tentando monopolizar conhecimentos poderosos.
Melhorei da água para o vinho quando ficou claro que este era meu karma - o “roubo” de um livro valiosíssimo. Talvez (provavelmente) você ache a ideia ridícula, mas ei-la aqui.
Me senti novamente bem, é até difícil explicar como. Me lembro de sentir o prazer do vento roçando contra mim no pátio. Voltei à meditar e até a alcançar os jhanas novamente.
Neste período, Mauro estava no Hospital. Mauro é um grande amigo médium. Consultando meu diário, vi que fizemos alguns experimentos com a mediunidade.
Enquanto eu meditava, Mauro segurava um copo vazio de água. Quando eu abri meus olhos fui até ele, e ele, com surpresa, disse-me que havia materializado-se água ali!
Consultando meu diário novamente, 5 dias depois, me concentrei tanto em uma bola de rollon que fiz aparecer um ponto perfurado na mesma. Meu diário diz: “Feri a matéria”. A bolinha do rollon era meu objeto de meditação favorito.
Tive diversas outras experiências nesse estado de espírito elevado, mas tudo mudou no dia 28 de setembro. Posso estar enganado sobre a data; talvez tenha sido mais tarde. Meu diário da época têm muitos pormenores.
Dei uma “saidinha” - saída de várias horas - e voltei com a maior taquicardia que você possa imaginar.
Pedia remédios para taquicardia todo dia e fiz diversos exames do coração, que não apontaram para nada. Então começaram a me dar propranolol conforme o médico recomendara.
Mas eu já sabia, como sempre fora desde a internação de 2023, que meu problema é espiritual. Foi sempre o mau uso da mediunidade que me encarcerava no HEM.
O Mauro me confirmou isso ao fazer uma sessão de reiki em mim, sentindo calor ao passar por todos os chakras, exceto o cardíaco, onde ele disse começar a sentir uma taquicardia.
Foram (e têm sido) meses dificílimos. Eu acabei saindo do hospital em novembro, mascarando como eu me sentia, mas não fiquei muito em casa. Eu até me lembro de ter dito para a médica que deixasse eu sair, porque meu problema era espiritual, e ela concedeu um pouco relutante.
Além da taquicardia, essa minha condição produz uma anedonia (ausência de prazer) marcante. Apelidei-a de “Depressão Espiritual”, para explicar para o meu pai, pois eu também não sei a razão desses sintomas. Seria um chakra cardíaco bloqueado? Obsessão?
No primeiro dia da alta de Novembro, o meu choque foi tamanho que tentei fugir de casa. Sério. Meu pai discou a polícia, mas eu não tinha planejado muito à não ser andar até o local mais longe possível, com apenas cigarro e isqueiro no bolso, e ali aguardar até morrer de fome ou sede. Mas lembro que no caminho pensava: “o que tal e tal pessoas (queridas a mim)” irá pensar?
Me arrependi e voltei. Dei de cara com meu pai, saindo para procurar-me, em lágrimas. Eu nunca havia visto meu pai chorar daquele modo.
Era uma das duas ideias que eu tinha para libertar-me - fugir. A outra era o suicídio. A minha única esperança, consultar uma Terapeuta Espiritual, não deu certo.
Os dias se arrastavam em casa dificílimos, e então veio o dia fatídico.
Eu tinha saído com a minha irmã para fazer alguma coisa diferente, ir em um barzinho de rock. Eu havia tomado energético, e não estava dormindo com os remédios. A ideia então veio, era tarde da madrugada e ninguém veria o que eu estava prestes a fazer.
Por questões éticas, não falarei o método que apliquei; só sei que eu fui acordar na UTI da Santa Casa, para onde fui levado. Acordei dois dias depois com meu pai e irmã ao meu lado.
Fiquei ali alguns dias. Era penoso. Logo melhorei, e pude ir para os quartos, onde fiquei por 3 dias. Eu queria voltar para casa, mas esse não era o desejo dos médicos; fui transferido para o Hospital Espírita. Novamente. Isso fazia com que eu estivesse lá pela quarta vez. (ainda estou em internação e escrevo isto no sábado, onde tenho permissão para sair).
O meu diário está repleto de frases como: “dia insuportável”, “pior dia”, etc. Devido à Depressão Espiritual, assistir TV não é nada prazeroso. Também não sinto prazer ao pintar desenhos e outras atividades da TO.
Ontem eu resolvi abrir o jogo para a Dra Ira, a psiquiatra do hospital, - estava dizendo que eu estava bem, e explicar os meus sintomas da Depressão Espiritual. Ela me disse que meus olhos não mentiam, e que eu vou ficar mais um tempo no hospital.
Esse artigo é para explicar e, também, para pedir ajuda. Se alguém souber de alguma forma de Cura Espiritual, me ajude!
Pois agora estou em uma sinuca de bico - não vou sair do hospital - e sofrerei diariamente com essa penosa condição em que fui colocado. A psiquiatria não abrange o campo das minhas experiências, então tudo bem se você me chamar de louco ou esquizofrênico, nem acreditar nessa tal “Depressão Espiritual.”
Este não é um artigo com um final feliz, mas obrigado por lê-lo.